03/08/2017

Defensora dos blogs



Eu me encontro no mundo dos blogs há bastante tempo. Ainda lembro do dia em que li inocentemente uma matéria na Revista Recreio sobre criar um blog, e resolvi mandar um bilhetinho discreto pra minha mãe perguntando se eu podia criar uma página digna de ser o meu espacinho na internet. Com a aprovação dela, lá fui eu me cadastrar na plataforma mais simples da vida para, enfim, ter um blog para chamar de meu.

No início, o layout era simples, e as palavras, meio desajustadas. Mas eu adorava! Eu lembro dos meus primeiros posts, em como eu falava para absolutamente todo mundo sobre o blog, e como eu podia passar horas e horas apenas visitando outros blogs e comentando nos posts que eu mais gostava.

Com o tempo, eu fui entendendo como esse universo tão incrivelmente vasto - e vulneravelmente pessoal - funcionava. Passei de posts pré-copiados a reflexões pessoais e indicações do que conquistava um espacinho no meu coração naquele momento. Estou longe de ser uma blogueira perfeita, mas posso dizer que cresci muito através desse espaço - seja ele nomeado como Blog da Malu, Balas e Chicletes, Menina Moderna... ou Aquela Malu.

Hoje, o boom dos blogs deu uma acalmada, e o YouTube tomou conta da cabeça de todo mundo. Não tô aqui pra falar (mal) do YouTube, afinal, passo boa parte do meu dia assistindo aos conteúdos incríveis produzidos nessa plataforma. Mas eu sinto saudade.

Sinto saudade da expectativa que era abrir um blog que eu amava e ver que tinha post novo; do fascínio geral que se instaurava quando mudava-se o layout do blog; da entrega que a gente sentia quando escrevia um post ou lia um texto em que você sentia todo o sentimento da blogueira em cada letra digitada.

A Bruna Vieira recentemente postou esse vídeo sobre o ambiente virtual, e em especial os blogs, e foi como um quentinho no coração (❤) pra mim. Eu acho que, desde que as plataformas virtuais passaram a representar uma grande oportunidade de negócio, as coisas meio que passaram a ser mais sobre números e menos sobre compartilhar algo de positivo com quem está do outro lado da tela. E o blog sempre me representou um refúgio nesse sentido. Aprendi e descobri muita coisa com os blogs e eu queria, de coração, que mais gente também tivesse - e não esquecesse - essa experiência.

Tenho amigas virtuais até hoje, desenvolvi a minha escrita, aprendi sobre HTML, descobri grandes gostos, tudo através do blog. Isso porque antes a gente focava muito mais em assimilar o melhor de cada post do que simplesmente dar e ter visualizações (mesmo eu sabendo que apenas uma parte do público online é assim, sinto isso se tornando cada vez mais comum). Quando digo que sinto saudade, é daquela coisa simples e aconchegante que a gente sente quando vê ou faz um trabalho com um propósito.

Para criar um blog, é só preciso uma página na internet e ter algo a dizer. Talvez seja por isso que tanta gente já teve um blog em algum momento da vida - nós sempre temos algo a compartilhar.

Enquanto a galera cria blogs e os desfaz, eu continuo aqui no Aquela Malu, pra compartilhar aquilo que fez o meu dia ser diferente, aquilo que fez meus olhos brilharem, ou aquilo que deixou o meu coração mais leve.

E eu não irei abrir mão disso tão cedo.


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