16/05/2017

17 anos e uma viagem

Na sexta-feira, dia 05 de maio, eu completei 17 anos de idade. Tá, não é uma idade lá tão marcante quanto 15 ou 18, mas pra mim, independentemente da idade, esse dia é sempre especial. Li uma vez que 17 é a idade perfeita porque você não é mais ingênuo como era com 16 anos, nem precisa lidar com o "choque" de fazer 18. É uma idade perfeita. E até agora, estou concordando plenamente com isso.

Já devo ter falado em algum momento aqui no blog que eu amo fazer aniversário, e levo esse dia muito a sério. Não é de um modo egoísta; eu gosto da ideia de ter o meu relógio zerado e poder iniciar um momento novo na minha vida - esse é o motivo que me faz gostar tanto de comemorar o Ano-Novo também -, então não curto deixar a data passar como um dia qualquer.

Nesse ano, houve uma pequena mudança na minha típica "tradição" de passar o meu aniversário com a minha família: o meu colégio organizou uma viagem de três dias - e o meio dela seria justamente no meu aniversário. Confesso que fiquei meio decepcionada no início, mas olhando agora, eu não teria maneira melhor de comemorar os meus dezessete anos do que saindo da minha zona de conforto, das mais diversas maneiras.

Essa viagem foi para o PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), um parque localizado na cidade de Iporanga, no interior de São Paulo, em uma área de preservação da Mata Atlântica. Escrevendo assim, nem parece uma viagem que eu faria, mas foi uma experiência incrível e transformadora.




Saí de São Paulo no dia 04 de maio, bem cedinho, e nesse dia, visitamos o Quilombo de Ivoporunduva. Foi uma baita aula sobre o povo, sua vivência e a visão de mundo que eles carregam. Tive a oportunidade inclusive de conhecer algumas das atividades do quilombo, e isso foi muito muito muito enriquecedor. Com certeza uma experiência pro resto da vida.

Mas o dia seguinte foi ainda mais especial. Começou com vários parabéns à meia-noite, e uma manhã levantando cedinho pra ir ao PETAR fazer a tão esperada visita às cavernas. Chegando lá, grupos foram divididos para facilitar a visita nas cavernas disponíveis.

Para chegar na primeira caverna, era necessário cruzar uma trilha que durava uma hora, aproximadamente. No caminho, você subia e descia degraus, passava por pedras e grandes árvores, tudo isso ouvindo o rio passar ao seu lado. E claro, em uma das partes, era necessário cruzá-lo! Foi mais tranquilo do que eu imaginava, e tive muito apoio nos trechos em que estive mais insegura.

Ao chegar na Caverna Água Suja, você já fica abismado com o tamanho da entrada. Ela é linda por fora, mas ainda mais espetacular por dentro - e é só entrar pra perceber a diferença de luminosidade e temperatura (é a foto do início do post!). Era surreal estar em um ambiente daqueles!

Ao longo de todo o trajeto por dentro da caverna, eu aprendi um pouco sobre a formação dos lugar e dos espeleotemas (formações rochosas dentro das cavernas), com direito a fazer faíscas com quartzos, ouvir o barulho do rio que passava por dentro da caverna (!) e analisar as estalactites formadas. Quanto mais eu adentrava, mais incrível era a sensação de estar naquele lugar. A Natureza é realmente inacreditável!

Mas a melhor parte foi o final da caverna, na parte mais adentro possível para visitação, que era a pequena cachoeira formada pelo desnível do rio. Entrar nela foi a melhor maneira possível de começar os meus 17 anos.

Depois de fazer todo o percurso de volta e parar pra comer, foi a vez de visitar a Caverna de Santana. Ela já era ainda mais fascinante pela entrada estreita e pelo caminho sinuoso que você fazia para entrar, passando por pequenos espaços que eram rodeados por água. Dava certo receio de andar por lá, mas o segredo foi manter a calma e seguir o caminho com passos firmes!

Conforme eu fui entrando, era impossível não sentir assombro por um lugar tão cheio de detalhes. Confesso que esse assombro também aparecia na hora de passar pelos caminhos de lama, por entre as formações de colunas e pelas escadinhas super simples, e tudo iluminado apenas pelas lanternas dos capacetes, mas foi maravilhoso!

Ao voltar para o ponto de encontro, já estava no fim da tarde, então fomos logo para a pousada. Depois, a noite seguiu com um pedaço de bolo de limão, uma reunião de todo o pessoal da viagem em uma área super legal, e terminou com outro bolo (para mim e para as outras aniversariantes do dia) e música ao redor da fogueira. No dia seguinte foi a vez de fazer um boiacross no rio, e posso dizer que foi sensacional!

Fico extremamente grata por ter a oportunidade de viver uma experiência dessas. Voltei um ano mais velha e com diversos momentos especiais para guardar na memória! <3


P.S.: Eu acabei criando uma playlist sobre 17 anos e acho válido deixar aqui pra vocês ouvirem. Tá meio bagunçada, mas acho que combina com a idade haha! Aproveitem pra me seguir no Spotify, meu usuário é Malu Bassan!

Nenhum comentário:

Postar um comentário