23/01/2017

Para assistir: Amy



Fico feliz em dizer que, aos poucos, estou abrindo a minha mente em relação aos meus gostos. Tipo, é incrível quanta coisa boa a gente perde por simplesmente sustentar ideias erradas sobre algum filme, estilo musical, ou seriado, por exemplo. Com essa minha paixão absurda por cinema, eu venho assistindo a muitos outros diretores e gêneros fora da minha zona de conforto. Um exemplo disso são os documentários. Por não se basearem na ficção ou contarem com plot twists bem bolados, eu confesso que achava esse gênero entediante, até começar a ver alguns sobre temas que me interessavam. Um deles foi Amy – e eu juro, o efeito que esse filme teve sobre mim foi tão inacreditável, que eu decidi dedicar um post no blog especialmente pra ele. Querem saber mais sobre o longa?

Sinopse: Ainda adolescente, Amy Winehouse já demonstrava para a família o talento vocal que possuía. Aos 18 anos ela já fazia shows na Inglaterra e, com o tempo, passou a ganhar fama. O sucesso do álbum "Back to Black" a tornou uma celebridade mundial, mas também fez com que seus problemas com álcool e drogas aumentassem exponencialmente.


Como vocês viram, o filme conta sobre a vida de Amy Winehouse. Embora eu conhecesse muito do trabalho dela, nunca me identifiquei com o estilo de música que ela cantava. De uns tempos pra cá, pra minha surpresa, ela virou uma das minhas cantoras favoritas, então assim que vi o documentário na Netflix, corri para assistir.

Amy era uma garota incrível, e não digo isso só pelo talento inegável – ela tinha uma alma poderosa. Sua visão de mundo era simples e muito sensível: ela só queria escrever sobre aquilo que passava em seu coração e compartilhar com o mundo através da música. Sua criação foi meio complicada, com o pai ausente e o divórcio de seus pais quando tinha nove anos de idade, o que acentuou ainda mais sua introspecção, e de certo modo, sua personalidade marcada pela rebeldia. Tudo isso, claro, transpareceu na sua música, o estilo marcado pelo jazz e pelas letras bem pessoais.

O filme foca muito na personalidade de Amy e na sua relação consigo mesma e com as pessoas à sua volta. Ele não deixa de falar de seu trabalho como cantora – que chegou ao auge rapidamente e foi se destruindo na mesma velocidade –, mas é interessante ver como Amy não se resumia a isso: ela também tinha altos e baixos, paixões devastadoras e acima de tudo, uma enorme vontade de viver fazendo aquilo que ama.

Contando a história a partir dos amigos, melhores amigas, empresários, produtores e outras pessoas que, de alguma forma, tiveram um papel importante na vida de Amy, o documentário projeta uma imagem até então desconhecida por muitas pessoas da cantora: uma mulher incrivelmente frágil, que teve seus sonhos e vontades engolidos pelo mundo.



O que mais me fascinou foi a abordagem de duas marcas na vida da cantora: o romance tóxico com Blake Fielder-Civil, responsável pelas seus momentos sombrios intimamente ligados às recaídas em relação à bebida e posteriormente, às drogas (que ele apresentou a ela), e  sua relação íntima com a música, e como tiraram isso dela. Amy sempre deixou claro que só queria cantar, porém o mundo mostrou-se cruel demais e acabou não só tirando a essência do trabalho dela, como destruindo todos os motivos felizes e motivações que a faziam continuar nessa jornada. No fundo, ela só tinha um pedido simples ao mundo, que não soube respondê-lo com afeto.

Recheado de depoimentos pessoais, vídeos caseiros e fotos de tabloides, a produção permite que, em seus 128 minutos de duração, você abra os olhos não só para admirar o trabalho de Amy, como entender que o mundo pode ser muito mais cruel do que a gente imagina. Ela foi uma vítima perfeita do efeito catastrófico que a mídia desesperada, a fama prematura e as pessoas erradas podem causar em uma pessoa que só queria expressar aquilo que sente, sem a necessidade de julgamentos.

Nota final: ★★★★★ (5/5)


Espero que tenham gostado da resenha, galera! Confesso que fiquei bem emotiva escrevendo esse post! Agora contem aí nos comentários: já viram o filme? Se sim, o que acharam? Vocês têm algum documentário legal pra me indicar? Sugestões são sempre bem-vindas!
 

16/01/2017

3 joguinhos pra você ter no seu celular!

Imagem de iphone, rainbow, and apple

Sei que não estou sozinha quando digo que o celular é um vício. Ficar sem mexer nesse aparelhinho por muito tempo já se mostrou uma ideia fora de cogitação, haha. Nele, eu divido meu tempo entrando nas mais diversas redes sociais e perdendo horas entre uma fase e outra de joguinhos simples de raciocínio. Pensando nisso, e aproveitando o tédio que aparece de vez em quando, resolvi indicar pra vocês três jogos para celular que são meus atuais vícios! Querem ver as dicas?

1010



Sempre fui viciada em Tetris, e em qualquer joguinho de quebra-cabeça com esse mesmo princípio de encaixar formas. Então, é óbvio que eu fiquei vidrada no 1010 logo que comecei a jogar. Ele parte da ideia de juntar blocos pra formar linhas, verticais e horizontais, em um quadro de 10x10. A cada rodada, três peças são selecionadas, e você precisa encaixá-las da maneira mais estratégica possível, de modo a fazer pontos e garantir espaço para os blocos seguintes. É muito viciante!

Two Dots


A ideia de ligar pontos de cores iguais não parece muito emocionante ou complexa, né? Pois essa frase não se aplica ao jogo Two Dots! Como uma variação do Dots, esse aplicativo de liga-pontos apresenta, a cada fase, um objetivo muito específico – seja ele juntar um número de pontos de determinada cor, ou até mesmo eliminar âncoras que aparecem entre os pontos -, aumentando o nível de complexidade a cada estágio superado. Quando você perceber, vai ter gastado um número incontável de horas tentando passar de uma fase, haha!

Color Switch



Esse é o meu atual jogo favorito! Em Color Switch, você precisa passar uma bolinha por obstáculos coloridos, atravessando-os em uma cor específica. Pode até não parecer muito complicado, mas experimente fazer isso enquanto tenta equilibrar a bolinha, que muda de cor a cada obstáculo ultrapassado. Loucura, não é? Além do modo clássico, há outras modalidades de jogo, igualmente viciantes. Não dá pra jogar uma vez só!

Ah, e o mais legal de tudo isso é que os três estão disponíveis para download, de graça, na Apple Store e no Google Play. Tá esperando o que pra baixar? 
Essas foram as indicações do post de hoje! E vocês: gostaram? Em quais joguinhos vocês são viciados? Conta aí nos comentários, quem sabe eu não fico vidrada em mais um aplicativo, hein?

11/01/2017

Trilha sonora de 2016

Imagem de indie and the beatles
Fonte: We Heart It
Se teve uma coisa que eu fiz em 2016, essa coisa foi ouvir música. Não que esse hábito estivesse fora da minha rotina nos outros anos, mas 2016 com certeza foi o ano em que, unido ao Spotify e às indicações maravilhosas de amigos, eu mais me permiti ouvir coisas novas. A lista vai desde bandas brasileiras de rock até cantores indie, e claro, muito deles também serviram como trilha sonora para momentos desse ano que acabou de passar. Então, eu separei as 10 músicas mais especiais e juntei tudo em uma mini playlist muito muito muito a minha cara! Vamos ouvir?

1. Despedida – Selvagens À Procura de Lei


Caaaaara, se eu tivesse que escolher uma banda pra 2016, com certeza seria Selvagens À Procura de Lei. Eles são de Fortaleza e possuem um som maravilhoso, sério! Essa é uma das faixas mais famosas do grupo – e também uma das minhas preferidas!

2. Dança Diferente – Maglore


Tá aí uma banda que passou a morar no meu coração esse ano: Maglore! Eu já os conhecia, por terem feito o show de abertura do Muse lá em 2015, mas foi só no ano passado que eu parei pra ouvi-los com atenção – e me apaixonar por eles! As letras deles são maravilhosas, e poder ouvi-las ao vivo (de novo) no Sesc Bom Retiro foi ainda mais especial. Ah, e tive a oportunidade de conhecê-los depois do show! Tem como não amar?

3. Rebel Rebel – David Bowie


O David Bowie era um artista que eu conhecia pouquíssimo, mas depois da morte dele, resolvi que era hora de ouvir o seu trabalho. E que trabalho fantástico! Rebel Rebel acabou virando uma das minhas músicas favoritas do artista!

4. Relicário – Nando Reis e Cássia Eller


Ah, Nando! Ele é o meu cantor nacional favorito, e eu já pude ouvi-lo ao vivo uma vez, também em 2015. Já em 2016, eu pude ir a mais um show dele, com um amigo, mas o mais especial dessa música nem é relacionado a esse momento; Relicário foi a canção que eu cantei junto com um amigo meu em um evento do colégio. Foi uma experiência maravilhosa!

5. O Mais Clichê – Vivendo do Ócio


Mais uma descoberta nacional desse ano! Essa música me traz muitas lembranças boas e me faz lembrar que ainda tem muito artista bom brasileiro pra eu conhecer – e pra indicar aqui no blog ;)

6. You Know I’m No Good – Amy Winehouse


A Amy virou uma das minhas artistas favoritas da vida nesse ano! Depois que eu assisti ao documentário dela, pude me apaixonar pela pessoa que ela era e pelo trabalho que ela fazia. Essa é umas das faixas que eu mais amo!

7. Diamond Heart – Lady Gaga


Olha a volta da Lady Gaga aí, gente! Eu não ouvia tanto a cantora, mas depois que ela lançou o Joanne, bastou escutar a primeira faixa para saber: nossa diva do pop está de volta – e mais forte do que nunca!

8. Cheater – The Vamps


Não seria uma playlist minha se não tivesse uma boyband hahaha! Ouço The Vamps há um tempo, mas no ano passado, a banda veio para o país em seu primeiro show em solo brasileiro. Infelizmente, eu não pude ir, mas o amor pela banda só aumentou!

9. Rollercoaster – Bleachers


Aqui vem uma indicação fofinha, que descobri no ano passado: Bleachers é um projeto muito legal feito pelo Jack Antonoff, um dos membros da banda Fun. (aquela que canta We Are Young!). Incrível, né? Essa música é maravilhosa pra se ouvir naqueles dias bem alto-astral!

10. Treat You Better – Shawn Mendes


E pra completar: a música mais ouvida do meu Spotify – e possivelmente da minha vida hahaha! Eu acompanho o trabalho do Shawn desde os seus covers no YouTube e no Vine, e vê-lo lançando o seu segundo álbum – tão incrível quanto o primeiro – me deixa com aquele orgulho de fã, sabe? É muito legal ver gente talentosa sendo reconhecida pelo trabalho!

Que 2017 nos traga muitos momentos mágicos – e muita música boa de trilha sonora! :)
Espero que tenham gostado do post! Comentem aí: qual foi a trilha sonora do 2016 de vocês! Aceito indicações, viu?

05/01/2017

3 anos de Aquela Malu

Imagem de aesthetic, holiday, and life

Já tô perdendo as contas de quantas vezes eu tentei escrever esse post. Não porque o tema é difícil (na verdade, sei que seu começar a escrever, vai ser difícil parar), mas sim pelo fato de nenhuma frase parecer apropriada o bastante. Então eu vou abrir o coração e deixar a palavra mais sincera como o "começo" desse post: obrigada.

Nunca fui uma pessoa muito constante. Se eu parar pra pensar, consigo ver que meus gostos e interesses começam e terminam nos mesmos pontos: eu começo a gostar de algo, fico obcecada e, do mesmo jeito que o interesse aparece, ele vai embora. Foi assim com músicas, artistas, autores, blogueiras, programas de TV e filmes, e era até difícil pensar que algum assunto seria um ponto fora da curva. E então, há exatos 3 anos, veio o blog pra quebrar toda essa constância.

O Aquela Malu não é o meu primeiro blog, mas acho que eu nunca senti um carinho tão grande por uma página minha na internet do que o que sinto por esse espacinho aqui. Aprendi muito com os meus outros blogs, e fico feliz de ver o quanto aqui me faz bem. Nem consigo imaginar que eu passei uns meses meio ~sem rumo~, que terminaram no dia 05 de janeiro de 2014. Loucura (e clichê) perceber o quanto o tempo passou - e quanta coisa boa eu aprendi, dentro e fora do blog.

Sei que a minha responsabilidade como blogueira ficou em segundo plano muitas vezes aqui no blog, com frequência de postagens e comentários bem inconstante, mas olhando tudo em seu conjunto, vejo que ele sempre foi uma representação de mim, desse jeitinho: com um ritmo meio maluco e com prioridades que vão mudando e se atualizando sem aviso prévio. Na verdade, eu acho que a vida é muito disso, né? Muita coisa acontece sem a gente prever então cabe a nós trabalhar com o que nos foi dado. O blog não ocupa 100% da minha cabeça, mas fico feliz de dizer que muitos planos meus estão sendo formados e traçados, e ter um espaço para compartilhá-los - seja o seu processo em si ou a concretização de um deles - é muito legal!

Então, agradeço a todos aqueles que me deram a oportunidade de voltar - e permanecer! - nesse ambiente que tanto amo. Gente que comenta, que me cobra post novo, que elogia alguma publicação daqui do Aquela Malu (lendo assim, até parece que é muita gente, mas pra mim, qualquer manifestação de carinho conta!). Manter um blog é complicado, e muitas coisas aparecem no caminho para nos desanimar, mas há muita coisa boa no fim de tudo. Escrever é um ato de coragem, e compartilhar, muitas vezes, parece loucura.

Ainda bem que eu não sou tão sã assim :)


02/01/2017

16 coisas que aprendi em 2016

Imagem de 2017, new year, and gold
Fonte: We Heart It
Finalmente nós podemos dizer: 2017 chegou! Pois é, acredito que a maioria deve concordar quando digo que 2016 foi um ano pesado. Muita coisa ruim aconteceu, muitas pessoas incríveis nos deixaram, mas também posso dizer que, pessoalmente, tive pontos ótimos nesse ano que se encerrou: eu consegui um estágio incrível, mantive minhas notas em uma média muito boa e conheci pessoas maravilhosas no meu colégio. E acima de tudo, em todo esse processo de retrospectiva e reflexão, percebi que o ano de 2016 me trouxe muito aprendizado. Para não deixá-los passarem batido aqui no blog, e como uma forma de incentivo pra esse novo ano que acabou de chegar, resolvi listar algumas das maiores coisas que aprendi durante 2016. Espero que gostem :)

1. Amizades verdadeiras sobrevivem a qualquer coisa. Inclusive à distância. Quem quer se falar, quer se encontrar, sempre arranja um jeito.

2. Chorar e sentir-se impotente não é sinônimo de fraqueza. Ninguém é obrigado a (e acho que ninguém consegue) ser forte o tempo todo. O importante é nunca desistir.

3. Nenhum sonho é menor que o outro. E está tudo bem se alguns sonhos não se concretizam ou não parecem tão incríveis depois de um tempo, e acabam surgindo outros. Ninguém mantém os mesmíssimos planos por toda a vida.

4. Ser fiel a você mesma é a melhor coisa que você pode fazer quando tudo está meio bagunçado.

5. Nada de tão importante acontece na vida das pessoas que seja necessário ficar com o celular na mão e com todas as redes sociais abertas o dia inteiro. Sério.

6. Aliás, as redes sociais dizem pouquíssimo da realidade dos outros. Isso quer dizer que as pessoas só postam aquilo que querem que os outros saibam, e que a realidade dos outros é bem diferente da minha. Então nada de ficar se comparando. A minha (e a sua) vida é muito boa pra ficar sendo espelhada com quem quer que esteja postando uma foto bonita no Instagram.

7. A única coisa que não podem tirar de mim é o meu aprendizado. Então não tem problema nenhum priorizar os estudos. Ou pesquisar faculdades. Ou se envolver demais com o curso técnico (tudo isso, claro, preservando minha saúde física e mental).

8. Eu sou muito privilegiada por ter as coisas que tenho, estudar onde estudo, aprender o que aprendo. Mas isso não significa esperar que as coisas caiam do céu. Se eu ainda quero conquistar muita coisa que parece fora do meu alcance, eu preciso correr atrás disso.

9. Não custa nada ser gentil e educado com os outros.

10. Esse item pode soar bem ~good vibes~, mas é a mais pura verdade: negatividade é sim contagiosa, e não tá com nada. Olhar as situações com um ponto de vista mais positivo, sempre buscando absorver algo de bom dela é muito melhor. Pra você e pros outros.

Imagem de girl, hair, and beauty

11. Ter-se como prioridade não é egoísmo. É um ato de amor-próprio.

12. Muitas coisas que acontecem na vida não são justas. Mas cabe a nós trabalhar ao máximo com o que nos foi dado.

13. Se aproximar de alguém que está longe é muito mais fácil do que se imagina. E isso começa largando o orgulho e mandando um "oi" pelo whatsapp. Sempre funciona.

14. Não existe arrependimento ou decepção em ser quem você é. E quem quer que te fale o contrário, está errado.

15. A existência da beleza ou talento de alguém não significa a ausência da sua/seu.

16. As coisas sempre acabam bem. Se não está tudo certo, é porque não é o fim.     
Espero que o 2017 de vocês seja incrível, e que ele traga a todos nós muito amor, paz, união, e força para corrermos atrás dos nossos sonhos. Feliz Ano-Novo! <3