05/01/2016

Eu fui: Exposição Frida Kahlo - Conexões entre mulheres surrealistas no México



Por mais que São Paulo tenha seus grandes defeitos, uma das coisas que eu mais adoro na cidade é a possibilidade de ir a diversas exposições, dos mais diversos artistas. Lendo bastante sobre o feminismo, descobri que a Frida Kahlo foi e ainda é um símbolo de resistência feminina e artística, então fiquei muito feliz em saber que ela ganharia uma exposição no Instituto Tomie Ohtake, juntamente com outras mulheres surrealistas mexicanas. Fui no dia 13 de outubro, junto com o meu irmão.

Pra chegar lá, é bem tranquilo. Basta pegar a linha amarela do metrô e descer na Estação Faria Lima, o lugar fica a menos de 10 minutos da estação. Cheguei perto das 11h30 e tinha um pouco de fila, mas em menos de meia hora, consegui entrar - e como fui em uma terça-feira, a entrada foi de graça.


Ao chegar lá, você já se depara com um espaço fechado à sua frente onde passam um vídeo contando um pouco sobre a história da Frida, porém eu não fiquei para assistir por estar muito cheio. O andar reservado para a mostra tinha uns dois salões, onde ficavam expostos além dos quadros, os rascunhos, fotografias e roupas da Frida Kahlo.

Uma das coisas que eu mais me impressionei ao ver as obras da Frida foi o modo como a sua paixão era visivelmente retratada. A artista teve poliomelite quando tinha apenas 6 anos, ficando com um dos pés atrofiados. Mas o que realmente mudou a sua vida de diversas maneiras foi o acidente de ônibus que sofreu com apenas 18 anos, tendo diversas fraturas - incluindo na coluna vertebral. Ficando de cama por muito tempo, encontrou  na pintura o seu refúgio, o seu modo de expressar todas as suas dores.



Ao longo dos quadros e rascunhos em papel, é possível perceber que ela retratava tudo aquilo que sentia: os abortos que sofreu, a relação conturbada com Diego Rivera e a vontade incessante de se agarrar a algo maior. A grande maioria de suas obras foram autorretratos - "Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor" -, onde é possível ver o seu estilo surrealista, nome que não gostava de usar quando se referia a suas obras.

Em relação às artistas que também fazem parte da exposição, o que eu achei mais incrível foi a relação de irmandade e cumplicidade estabelecida entre elas. Através de suas obras, elas abordavam temas como identidade de gênero e sexualidade. Muitas mantinham grandes laços e se ajudavam como podiam, inclusive recebendo umas às outras em suas casas como refúgio. Eu adorei as obras da Maria Izquierdo e da Remedios Varo.






A exposição "Frida Kahlo - Conexões entre mulheres surrealistas no México" ficará em cartaz até o dia 10 de Janeiro de 2016, de terça a domingo, das 11h às 20h, A entrada tem o custo de R$10 (inteira), e às terças-feiras, é de graça. O Instituto Tomie Ohtake  fica na Rua dos Coropés, 88 - Pinheiros, SP.
E é isso, galera! Espero que tenham gostado do post! E vocês, foram na exposição da Frida Kahlo? Se sim, o que acharam? Quais exposições vocês foram e valeram a pena visitar? Contem aí!

2 comentários:

  1. SoFRIDA, mas não me KAHLO. ♡
    Achei uma lindeza essa exposição, queria muito ter ido – especialmente com você, Malu! –. Acho uma forma muito legal de apresentar a história da Frida de forma interativa. Ainda preciso fazer uma bela de uma pesquisa sobre, aliás, devo tomar logo vergonha na cara e começar já!
    Pensei que você não fosse comentar sobre a exposição por aqui! Lembro de quando você avisou no grupo que ia visitar e fiquei doida pra saber mais. Até que enfim o post saiu! Hahaha.

    Um beijo, Anna.

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    1. Antes tarde do que nunca, né hahaha! A exposição foi mesmo linda, e a Frida é uma mulher tão incrível, agradeço demais por ter conhecido não só o trabalho, mas a história dela!

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