20/11/2014

A vez em que eu fui ao show da minha banda favorita


Okay, não me matem. Eu sei que falta atualização no blog, e a queda no número de visitas mostra - desesperadamente - isso. Não quero fazer nada mal feito, mas não estou com cabeça pra cuidar do blog. Calma! Não é nenhum hiatus, eu garanto! Tô com vários planos que envolvem o ~universo~ fora da internet, e estou dando prioridade a eles. Sei que, quem acompanha o blog, sente falta de mais posts. Fofuxos: eu prometo que irei atualizar o blog a partir de dezembro!
Há seis dias, fui para um evento que ficaria marcado como o dia mais insano da minha vida. Vocês não medem a minha felicidade em participar dele, e claro, compartilhar tudo aqui. É meio louco realizar um sonho, não é mesmo? E no post de hoje, contarei mais um sonho realizado: ir ao show do Arctic Monkeys.

Quem viu um dos primeiros posts do blog, sabe que o Arctic Monkeys é uma das minhas bandas favoritas. Além deles serem super talentosos, a banda marca a época em que eu estava (re)modelando meus gostos. Pular do artistas da Disney para uma banda indie foi um baita progresso.

Pois bem, quando eu soube que a banda tocaria no Brasil, lógico que eu surtei, né? Guardei grana, arranjei companhia, conferi a censura. Tudo parecia perfeito. Porém, no dia em que fui comprar os ingressos, para a minha decepção, notei que a censura tinha sido alterada para 16 anos. Meu plano foi por água abaixo. Chorei de raiva e demorou umas duas semanas para que eu aceitasse o fato de que não os veria ao vivo.

Depois disso, acho que foi um sinal divino. Faltando quase duas semanas para o show, eu voltei a pensar no evento. Analisei todas as possibilidades que eu tinha. Sabia que uma amiga minha iria no show, beleza. Meus pais deixaram eu ir ao show se arranjasse companhia. Só faltava o ingresso. Fuçei em sites de venda de ingresso, eventos do show no Facebook e no fã-clube deles aqui no Brasil. Achei um garoto (obrigada, Igor!) que estava vendendo o ingresso que eu precisava pelo mesmo preço da bilheteira. Claro que eu aproveitei a oportunidade. Após a chegada do ingresso, nem tive tempo de surtar. Semana de provas é um saco. Na sexta-feira, caiu a ficha. Eu os veria ao vivo. Era bom demais pra ser verdade.



No dia 14, minha amiga me buscou às 16h, e chegamos na Arena Anhembi às 17h. Era 18h30 quando entrei na arena. De início, fiquei bem perto da grade da pista comum, mas conforme o pessoal se aglomerava, fui preferindo ficar mais pra trás. Estava tudo bem organizado e tranquilo, por isso pude ficar sentada até às 20h, então levantei e esperei o show do The Hives.

Eu conhecia duas músicas dos caras, mas não fazia ideia de que eles eram tão malucos. O vocalista cativou o público, conversava e se arriscava em algumas palavras em português. Eles fecharam o show às 22h30, com uma música deles que eu amava. Eles saíram e eu já estava no clima pra vez do Arctic.



O curto tempo de espera foi torturante, mas quando a arena apagou, um som familiar começou e o público reconheceu a introdução de Do I Wanna Know?, não me controlei. A partir daquele momento, toda a sede, toda a ansiedade, toda a dor não tinha significado. Eu estava lá, no meio da multidão, fazendo parte do show da minha banda favorita.

Eles tocaram Snap Out Of It antes de falarem com o público e anunciarem Arabella. Ouvir o solo ao vivo foi incrível! Brianstorm seguiu a setlist, que foi muito bem montada, com músicas dos cinco álbuns e dando prioridade ao último deles, o AM.

Por mais que eu fique ansiosa em lugares muito cheios, a energia da galera foi essencial para que o show fosse tão bom. Estar no meio de gente que também pirava com Teddy Picker, cantava alto Crying Lightning e pulava com I Bet You Look Good on the Dancefloor me deixou extremamente feliz. Desde os hits (saudades 505), até aquelas nem tão aceitas pelo público, a setlist foi altamente bem-recebida pelos milhares de fãs que, assim como eu, não acreditavam que faziam parte de tamanho evento. Eu amei todas as músicas que foram tocadas, em especial essas que eu acabei de citar, mas acho que nenhuma delas supera a pequena versão de Mardy Bum acústica. Quase chorei quando ouvi os primeiros versos da minha música favorita!


Como resultado disso tudo, fiquei acabada, dolorida, mas principalmente: com um sorriso de orelha a orelha e com a certeza de que vale a pena correr atrás de algo que você quer muito. Pode voltar, Arctic Monkeys, que eu já estou com saudades!
Quase morri com a nostalgia que me deu escrevendo esse post... Foi tudo tão maravilhoso! E vocês: já realizaram o sonho de ouvir a banda favorita de vocês ao vivo? Se sim, como foi? Quero saber, hein! Comenta aí!