29/07/2014

Top 5: Covers incríveis feitos por outros artistas

So much hottness in such a small picture
não basta ter 1 boyband pra sofrer na foto, tem que ter gente de 2
Eu não sei vocês, mas quando eu descubro uma banda ou passo a ouvir um artista depois de muito tempo, eu procuro todas as músicas, entrevistas e aparições possíveis. Piro com as apresentações e com a galera cantando junto a música deles. E piro mais ainda quando eles cantam uma música que eu conheço e adoro. Não sou de acompanhar covers, mas confesso que quando eles são feitos por artistas que eu admiro, abro uma exceção e me permito ter os ataques de fangirl, haha. E esse é o motivo principal do post: listar os meus covers favoritos das bandas do meu <3. E não liguem se forem bandas que eu vivo falando, viu? O amor é mais forte, haha.

1. Muse - Feeling Good


A banda que tem seu nome citado na saga "Crepúsculo" ganhou meu coração depois do show que fizeram no Rock In Rio ano passado. Uma das músicas que mais me chamou atenção foi a versão de Feeling Good, clássico da cantora de jazz Nina Simone, que conta com o vocalista Matt Bellamy tocando piano e depois usando um megafone para distorcer a voz. Está no meus favoritos!

2. Ed Sheeran - Baby One More Time


Que o Ed Sheeran é talentoso, todo mundo sabe. Que ele faz magia com a música, todo mundo sabe. Mas acho que ninguém esperava que ele conseguisse deixar uma música da Britney Spears tão incrível só na voz e violão. Mais um motivo pra amar esse cara. Totalmente sem comentários.

3. Union J - Bastille


A boyband fofuxa que participou do X-Factor em 2012 chegou ao quarto lugar na competição cantando covers. E mesmo com um álbum lançado, eles voltaram às origens e liberaram a versão deles do sucesso da banda Bastille, outro amorzinho meu. Claro que isso só poderia dar certo, não?

4. Fall Out Boy - Saturday's Night Alright for Fighting


Tá, me processem. Não sei se essa é a décima ou vigésima vez que eu falo do Fall Out Boy aqui no blog, mas me deem um desconto, eles são muito bons. Depois da colaboração do Elton John na faixa-título do último álbum da banda, o FOB entrou para o time de artistas que teriam seus covers como parte do relançamento do álbum do Elton John, o "Goodbye Yellow Brick Road". Ficou tão bom que só ouvindo vocês irão entender.

5. The Wanted - Iris


Amor de prisoner nunca morre, não é? Foi na minha época um pouco mais obcecada pelo The Wanted que eu achei esse cover deles pelo youtube. Depois de ouvi-lo, descobri duas coisas: eles são muito talentosos, e essa música é simplesmente maravilhosa.

BONUS: The Vamps - 22


Olha mais uma boyband aí, gente! Sei que o nome é TOP 5, mas não achei justo sair daqui sem citar o The Vamps. Resolvi deixá-los como bônus porque foi com os covers que eles estão conquistando o espaço no mundo da música atual, e isso inclui o lançamento do álbum deles. Mesmo não sendo fã da Taylor, eu fiquei apaixonada por essa versão da música!
Bom gente, essa foi minha seleção! Espero que tenham gostado! Conheciam alguma delas? Têm mais algum cover feito por um artista super legal pra me indicarem? Comentem, irei adorar saber!
Beijos,
Malu

23/07/2014

Obsessão Infinita - Yayoi Kusama

E mais um mês do ano está se passando. Julho foi um mês realmente proveitoso. Como viajar estava fora de cogitação, e com alguns planos sendo riscados da minha lista, meu mês de férias acabou se resumindo em dormir, mexer no notebook e Netflix. Mas como ninguém é de ferro e minha vontade meio alucinada de bater perna por São Paulo apareceu depois de ser soterrada pelos estudos e falta de tempo, resolvi ir em alguns lugares da cidade que me chamavam atenção. E um deles foi a famosa exposição "Obsessão Infinita" da artista Yayoi Kusama.

Ela, que sofre de alucinações, esquizofrenia e transtorno obsessivo compulsivo desde a infância, decidiu deixar transparecer em sua arte tudo que enxerga e sente com seus problemas e alucinações, o que explica a presença de bolinhas e espelhos em suas obras. Nos anos 1950, ela começou a trabalhar em sua célebre série, "Rede infinita". A exposição "Obsessão Infinita" reúne mais de 100 obras da artista entre os anos de 1949 e 2012, incluindo pinturas, trabalhos em papel, esculturas, vídeos, apresentações em slides e instalações.

A exposição vinha me chamando bastante atenção depois que vi diversas blogueiras postando fotos em um cômodo escuro, com diversas lâmpadas pequenas e coloridas. Como minha curiosidade falou mais alto, resolvi ir visitar a mostra, e confesso que gostei muito do trabalho dela.

Eu fui na última terça-feira, dia 22, para o Instituto Tomie Ohtake, lugar onde o trabalho da Yayoi Kusama está exposto. Desci na estação Faria Lima do metrô e andei até a Rua Coropés, localização do lugar. Eu cheguei lá 12h, portanto, o Instituto já tinha aberto. Fiquei 2h na fila pra entrar, e depois, mais fila pra visitar as diversas áreas da exposição.



No andar de baixo, tinha a sala que eu não fui por conta da fila imensa, mas nela, você ganhava uma cartela de adesivos de bolinhas coloridas pra colar em qualquer lugar na sala. E em outro ponto do andar, havia uma instalação com diversas bolas rosas com bolinhas pretas por todas elas, e uma tela onde passa um vídeo da artista.






No andar de cima, estavam expostos slides com fotos da artista, quadros e suas primeiras obras da série "Obsessão Infinita", chamadas de "Acumulações": objetos de uso diário cobertos com falos de pelúcia ou massa seca. Em uma dessas áreas, tinha a famosa "Sala de Espelhos Infinitos - Campo de Falos": uma instalação onde você entra e fica rodeada de espelhos, e o chão está coberto de falos de pelúcia com a famosa estampa de bolinhas usada por Yayoi Kusama.






E por fim, tinha a tão esperada instalação "Sala de Espelhos Infinitos - Cheia de Brilho da Vida". Para chegar até lá, você de início entrava e via uma sala de estar toda mobiliada, mas a diferença era que o lugar era iluminado por luz negra e várias bolinhas coloridas compunham o lugar.



Então você seguia por um corredor onde via vários quadros da Yayoi expostos.







E então, a tão incrível sala de espelhos. Era uma instalação pequena, escura, com um corredor no meio e dos lados, o espaço era ocupado por água. A sala era rodeada de espelhos e, na frente deles, diversas lâmpadas pequenas estavam penduradas e mudavam de cor. Você tinha a sensação de estar imersa no meio das luzes e de nunca mais querer sair de lá.

Pra quem quiser, a exposição estará em São Paulo até dia 27 apenas, no Instituto Tomie Ohtake, localizado na Av. Faria Lima, nº 221, e acesso pela Rua Coropés. Fica aberto das 11h até às 18h por conta do grande volume de pessoas que querem ver as obras. Recomendo chegar antes da abertura do Instituto e se preparar pra enfrentar fila em todos os lugares. Mas tenha certeza: vai valer bastante a pena!
O post ficou grandinho, pra variar, mas consegui falar tudo o que eu queria aqui! E vocês, já foram na exposição? Se sim, o que acharam? Se não, ficaram com vontade? Comente!
Beijos,
Malu

15/07/2014

"Yeah Mr. White! Yeah, science!"

Is Breaking Bad Not Over? We've Got The Exclusive Details @ TheDaily411.com
what's up, bitches?
Depois que uma bênção chamada Netflix caiu sobre minha cabeça, vi um mundo de possibilidades diante de mim. Mais filmes pra me acompanharem em noites sem graça onde fico em casa. E claro: séries pra eu me viciar. Nunca fui capaz de acompanhar qualquer série por muito tempo já que paciência é uma coisa que me falta, mas o Netflix me deu ânimo pra tentar - mais uma vez - mudar esse rumo. Dito e feito. Meu irmão queria assistir alguma série comigo, e depois de ouvi-lo na minha orelha por muito tempo sobre uma série que fez muito sucesso, acabei cedendo. Acho que vocês já devem saber o nome dessa minha paixão: Breaking Bad.

A série, criada por Vince Gilligan, conta a história de Walter White (Bryan Cranston), um professor de química não muito respeitado, que lida com uma esposa grávida, Skyler (Anna Gunn) e com um filho que apresenta paralisia cerebral, Walter Jr (RJ Mitte). E, como se não bastasse as dificuldades que sofre dentro de casa e no trabalho, depois de passar mal, Walter se vê diagnosticado com câncer de pulmão, e pensando no sustento de sua família, se entrega à fabricação de metanfetamina, junto com um ex-aluno Jesse (Aaron Paul).



No início, eu não dava nada pra essa série, sério mesmo. Mas, depois de poucos episódios, me vi totalmente ligada na série e surtando pra saber o que aconteceria no próximo episódio. A fotografia é impressionante, o roteiro é maravilhoso e os personagens são muito bem construídos. Não são aqueles onde tudo dá certo, e eles nunca enfrentam um dilema muito complexo: eles são humanos, com qualidades, defeitos e princípios, que vão sendo analisados ao longo da série.

A série já chama a atenção por lidar com o tráfico de drogas de maneira tão direta, ainda mais colocando um personagem com características que nunca seriam associadas a um fabricante de metanfetamina. Aliás, o Walter White é simplesmente inacreditável. Ao longo das temporadas, você analisa a evolução dele, como pessoa e como fabricante, e é possível ver perfeitamente o dilema entre ser um bom exemplo para os seus filhos e construir o seu império aos poucos. Ele pode ser o protagonista, mas em muitos momentos, age como o vilão da história, e isso é muito legal.

Além dele, todos os personagens, sendo principais ou secundários, têm um desempenho fascinante na série. A Skyler se mostra na luta constante entre descobrir o que o marido esconde e o que fazer com a situação, se for algo grave. O Hank, seu irmão, cunhado de Walter, trabalha para a DEA, organização do controle de Narcóticos, e se vê lutando contra o tráfico de metanfetamina, mas nunca pensaria no que essa situação acarretaria na vida de Walter. Esses e tantos outros que aparecem e somem da trama compõem a série de um jeito inacreditável.

Untitled | via Tumblr

O desenvolvimento da trama pode ser cansativo em alguns momentos, mas é sempre bom prestar atenção nos detalhes; cada cena contém sempre alguma suspeita para o próximo passo. Você se vê dividido em aquilo que é certo e aquilo que tem mais chance de dar certo, e pode se surpreender com o que escolher. E eu só vou avisando: se começar a série, é um caminho sem volta; vicia demais. A série conta com 5 temporadas, todas disponíveis no Netflix.


E nunca, em hipótese alguma, se esqueça: "You must respect the chemistry!".
Espero que eu tenha conseguido espalhar o meu amor por Breaking Bad pra vocês, haha! Mas e aí, já assistiram a série? Se sim, o que acharam? Se não, ficaram com vontade? Comente!
Beijos,
Malu 

06/07/2014

Na Estante - Resenha: Extraordinário


Gente, primeiramente, eu queria agradecer aos comentários do último post! Vocês são os melhores, me motivam a continuar a escrever textos naquele gênero - e tirá-los do rascunho! Muito obrigada, fiquei muitíssimo feliz com os elogios!
Adivinha quem vai começar a falar mais sobre livros nesse bloguitcho maravilhoso? Finalmente tomei coragem, larguei a preguiça e vim escrever um post sobre um dos meus assuntos favoritos no mundo todo: livros. Parece que quanto mais livro eu ganho e mais livro eu leio, escolher um livro pra resenhar torna-se uma completa saga.

Então, pra estrear a categoria, eu resolvi resenhar um livro maravilhoso que eu já li há certo tempo, mas que ganhou meu coração através de sua escrita, lições e personagens maravilhosos. Sim, eu estou falando do livro Extrordinário, da R. J. Palacio.


Sinopse: "August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor."

Esse livro virou um fenômeno nas livrarias que eu visitava. "Extraordinário" ganhou o espaço em grandes estantes, e nas mãos e corações de diversas pessoas. Foi então que, numa ida à Livraria Cultura, eu decidi comprá-lo. Eu mal sabia o que estava por vir.

Como a sinopse contou, o livro tem como personagem principal o Auggie, um menino incrível de 10 anos que tem, por conta de uma falha genética,  uma deformidade facial. Mesmo com cirurgias, ela ainda chama a atenção e é motivo de olhares estranhos. Por conta disso, Auggie estuda em casa, mas agora que entrará pro 5º ano, ele e sua família tomam a decisão de deixá-lo estudar em um colégio, como todos os outros de sua idade.


Ao longo do livro, você vai acompanhando, pelos olhos de August, todas as suas incertezas, expectativas e inseguranças sobre a escola, os amigos, e a vontade dele de ser visto além das aparências: um menino simpático, incrível, e que busca ser a melhor pessoa que consegue.

Como o Auggie narra a maior parte do livro, você se vê na perspectiva de um menino de 10 anos, e se surpreende no modo que ele pensa. Apesar de toda a frieza com que o mundo o encara, ele sempre dá seu jeitinho e consegue arrancar um sorriso seu com cada frase que fala. Ele se imagina como um monstro no início do livro, mas aos poucos, vai aprendendo que quando se é uma pessoa boa, você atrai energias e pessoas positivas para traçarem o seu caminho junto com você.



O livro é curto, tem pouco mais de 300 páginas, e eu li em um dia porque o Auggie me conquistou de tal jeito que parar a leitura me pareceu algo quase sem coração. A capa é muito simples, e já transmite a essência do livro: não pegue a história pra ler se for pra ficar com dó. Pegue porque você acredita que pode aprender alguma coisa com ela. A quarta-capa também segue o mesmo pensamento, com os dizeres: não julgue um menino pela cara.

A linguagem é muito simples, mas bastante reflexiva. Isso me lembra um pouco O Pequeno Príncipe. Você se vê discutindo sobre suas próprias ações e participando do mundinho do Auggie, desejando que ele esteja com você. E não é somente ele que te cativa: os personagens secundários também têm um papel muito importante no livro, e têm sempre algo a te ensinar.


O livro é dividido em acontecimentos, digamos assim. São narrativas de pouquíssimas páginas, onde o personagem conta sobre algo que pensou ou que vivenciou. Digo "o personagem" porque não é só o Auggie que conta a história: vários personagens deixam registrado o impacto que o Auggie teve em suas vidas e em como isso os influenciou. É uma história muito rica, super simples de ler, e que com certeza ganhará o coração de qualquer um que se mostre pronto para conhecer Auggie e sua vida.

Nota final: ★★★★★ (5/5)
A resenha ficou grandinha, mas me senti na obrigação de dizer o que eu achei do livro pra vocês, sem resumir nada! Então, já leram a história do Auggie? Se sim, o que acharam? Se não, ficaram curiosos? Comente!
 Beijos,
Malu