17/02/2018

Links do Mês #09 - Janeiro (2018)



O primeiro mês de 2018 já passou (e estamos na metade de fevereiro), mas eu não poderia deixar de aproveitar essa vibe de começo de ano pra voltar com um dos meus quadros favoritos do blog, os Links do Mês! Eu não havia conseguido dar continuidade aos posts desse estilo desde agosto, mas como 2018 me trouxe muita motivação e inspiração pra me dedicar mais ao blog, nada mais justo do que trazer de volta esse quadro que vocês (e eu) tanto curtiam!

Janeiro foi um mês que, particularmente, demorou pra passar, e isso provavelmente foi por culpa dos intermináveis prazos e esperas de processos seletivos, pelos quais eu estava passando desde novembro. Mas, felizmente, janeiro também me rendeu muita coisa legal, como uma viagem pra praia, o começo do meu bullet journal, reencontros e diversas idas ao cinema, além de, é claro, muitos links pra compartilhar com vocês! Preparem-se, porque o post de hoje está lindo <3

Posts

1. Aceitar não é se conformar no A mente é maravilhosa
Nesse período de vestibulares, aprovações e reprovações, eu fico me mantendo em um estado extremamente ansioso que muitas vezes me prejudica, pois eu acabo sofrendo por coisas que não estão em meu controle. Por mais que eu tente me manter positiva e de cabeça fria, às vezes é difícil lidar com a incerteza dos acontecimentos; esse texto, então, apareceu no momento certo, me trazendo muita luz e calma. O que tiver que ser, será!

2. 5 coisas que amo fazer sozinha no Raposa Crítica
Fazer as coisas sozinha é uma coisa que amo desde que me entendo por gente. Acho que isso tem um pouco a ver com a minha personalidade, mas o principal motivo deve ser o fato de poder ter o meu próprio tempo e aproveitar esses momentos de independência. A Jade Amorim listou alguns dos motivos que me fazem curtir demais o tempo que passo comigo mesma.

3.  A disparidade entre maternidade e paternidade: Conceito e Expectativa Social no HuffPost Brasil
Esse post é sobre o Dia dos Pais, mas a discussão que ele traz é muito importante, em qualquer época do ano. Eu, como mulher, me sinto muito incomodada com a forma em que a maternidade é cobrada e vigiada por todas as pessoas (incluindo aquelas que nem fazem parte da sua vida), enquanto a paternidade é pouquíssimo discutida, e celebrada por gestos que são, na verdade, obrigação do pai. É muito importante refletir sobre o assunto para que a criação de um filho se baseie menos em mãe, e mais em família.

4. As capas de vinis de Black Mirror que foram desenhadas por um brasileiro no Amigos do Fórum
Amo ver artistas brasileiros sendo reconhecidos pelos seus trabalhos incríveis, ainda mais quando fazem projetos para um grande nome como a Netflix <3

5. Como uma engenheira de TI virou a primeira comentarista de NFL no Brasil na ESPN
Assisto aos jogos de futebol americano há uns dois ou três anos, mas foi só no ano passado que eu realmente me apaixonei pelo esporte. Infelizmente, como a maioria desse tipo de entretenimento, o gosto pela NFL é majoritariamente masculino, então ver uma mulher expondo sua opinião ao lado de especialistas no esporte é muito importante, não só pra mim, mas também para as outras tantas amantes da bola oval no país.

6. Bandas que lamentam ter “meninas adolescentes” como fãs estão esquecendo o sentido da música na MADREmag (texto do The Guardian)
Como futura crítica cultural e fã de boybands - e de outros tantos estilos musicais -, já ouvi diversas vezes que o meu gosto muitas vezes era guiado pelo físico ou padrão estético do artista que eu acompanhava, do que propriamente pelo trabalho dele. Acho isso muito besta, na verdade, porque acaba diminuindo não só o seu senso crítico, como também o próprio artista. Cada um tem seus motivos para acompanhar um cantor, banda ou ator, e eles não devem, nunca, ser resumidos ao seu gênero, seja qual for.

7. A motivação não irá te levar para lugar algum. Conheça o que realmente irá te mover. no Medium
Ainda nessa vibe de ano novo, estou no processo para levar mais a sério e ser mais consistente quanto às minhas resoluções de 2018, e para isso, estou aprendendo a ser mais movida por planejamento do que por motivação. Muitas vezes, a empolgação de começar algo novo nos consome, mas apenas nos primeiros passos, e o segredo para continuar o trajeto é justamente a constância e a disciplina. Claro, isso não vem do dia pra noite, mas pode ser construída aos pouquinhos, um passo de cada vez.

8. PUC-SP diploma alunos mortos pela ditadura militar no Estadão
A Ditura Militar no nosso país foi um período que nos deixa marcas até hoje - das quais é necessário lembrar para impedir que os erros do passado reapareçam em nosso presente. Ações como a da PUC são importantes para manter viva a memória das vítimas e daqueles que ainda sentem na pele os rastros do regime.

9. projeto detalhes: amor nas pequenas coisas no Sernaiotto
Sempre pirei no conteúdo que a Loma produz, e adorei esse projeto que ela criou juntamente com a Maki, outra blogueira que curto tanto. É muito importante que a gente não esqueça de prestar atenção nos detalhes em nossa vida; são eles que tornam os nossos dias únicos e especiais.

10. Para nunca esquecer de como era incrível ter você no Depois dos Quinze
Sou uma pessoa que não sabe como é viver sem um animal de estimação. Sempre tive ao menos uma cachorra em casa, e mesmo não tendo ficado sozinha por muito tempo, me despedir quando a hora delas chega nunca foi (e imagino que nunca vai ser) um processo fácil. Ler o texto da Bruna sobre a perda da Zooey, a sua Schnauzer, que já estampou tantas fotos e até a capa de seu primeiro livro, me fez sentir ainda mais o quanto a vida de nossos animaizinhos de estimação é curta, e que deve ser muito muito bem aproveitada, com amor e carinho sempre.

Vídeos

1. Resposta ao Danilo Gentili #GordofobiaNãoÉPiada, da ALEXANDRISMOS


Já tinha visto o canal da Alexandra Gurgel nos Recomendados várias vezes, e tive a felicidade de começar a acompanhar o trabalho dela a partir desse vídeo. Depois de um ataque gordofóbico por parte do "humorista" Danilo Gentili, a jornalista deu uma resposta brilhante para o comportamento preconceituoso que ele ajudou - e ajuda - a perpetuar através de seus comentários nas redes sociais. Virei fã do seu canal!

2. Relato de Parto, da Juliana Goes


Em um dos Links do Mês daqui do blog, eu havia compartilhado o vídeo em que a Ju Goes contava que estava grávida, e desde aquele momento, passei a acompanhar sua gravidez. Sua filhinha Anne Liv nasceu no finzinho do ano passado, e em janeiro ela liberou o seu relato de parto, contando detalhadamente sobre esse impactante processo. Fiquei muito emocionada!

3. Meu Bullet Journal/Planner, da Melina Souza


Finalmente comecei o meu bullet journal nesse ano, e por isso um dos tipos de vídeo que passei a consumir ainda mais são os de plan with me (planeje-se comigo). Quando vi que a Melina Souza, uma das minhas youtubers favoritas, também adotou esse método de organização, fiquei muito empolgada. Ver o vídeo só comprovou o cuidado e a fofura de todo trabalho que a Mel desenvolve.

4. VLOG: O dia em que ganhei uma viagem pra Disney, da Ana Lídia Lopes



Mesmo não tendo o cabelo cacheado, sou muito fã do trabalho da Ana Lídia Lopes e admiro muito todo o conteúdo que ela produz. Por ter acompanhado todo o processo de decisão de sua transição capilar, até o big chop e as dicas de produtos e penteados, sinto que a youtuber é minha amigona haha, e, por conta disso, sempre torço pelas conquistas dela e de seu canal. Os seus vlogs, em particular, são um dos meus estilos de vídeo favoritos, e vê-la registrando o momento em que ganhou uma viagem pra Disney me fez ficar muito feliz por ver que o conteúdo que ela cria está chegando cada vez mais longe!

5. O clipe de Why Do You Feel So Down?, do Declan McKenna


Numa viagem pra praia que fiz com a minha amiga, passamos muito tempo conversando sobre música, e, para a minha surpresa, descobri que ela também amava o Declan McKeena, um cantor inglês de apenas 19 anos, que recentemente lançou um álbum com letras complexas e críticas, incluindo uma sobre o Brasil e a negligência da FIFA em escolher o país como sede da Copa do Mundo de 2014. No meio de nossas conversas sobre o artista, ela acabou me mostrando o clipe de Why Do You Feel So Down?, uma das músicas do seu álbum de estreia, e foi impossível não achar divertida e até meio cômica as suas caras e a coreografia. O seu álbum, What Do You Think About The Car?, entrou pros meus favoritos!

E esse foi o primeiro Links do Mês de 2018! Espero conseguir ajustar mais a minha rotina pra liberar esse tipo de post mais cedo, haha! Mas enfim, qual foi o seu post e o seu vídeo favorito da seleção? Comenta aí, vou adorar saber!

Um beijo,
Malu

21/01/2018

Trilha sonora de 2017

Imagem de music, vintage, and indie
Fonte
Estamos em 2018 há exatos 21 dias, mas eu não podia deixar janeiro acabar sem listar as 10 músicas que marcaram meu 2017. No ano passado, não me aventurei muito musicalmente, mas acabei me (re)apaixonando por bandas, cantores, cantoras e projetos que eu não sabia que precisava tanto até ouvi-los. Tem boyband, banda de rock alternativo, cantora pop e projeto solo de grandes artistas, enfim, uma seleção pra ninguém botar defeito! Vem ver quais músicas marcaram o meu 2017!

1. Meet Me In The Hallway - Harry Styles


Não há artista melhor para iniciar essa lista do que Harry Styles. 2017 foi com certeza o ano em que me apaixonei (ainda mais) perdidamente por ele e por sua voz. Quando o cantor e membro da One Direction anunciou seu projeto solo, confesso que fiquei um pouco receosa, pois não tinha ideia do que viria pela frente, mas foi só ouvir Sign of The Times, o primeiro single de seu álbum solo, para ter a certeza de que ele sabia exatamente o que estava fazendo. Meet Me In The Hallway, além de ser a primeira música de seu álbum, virou uma das minhas músicas favoritas da vida, diferente de tudo que eu estava acostumada a ouvir.

2. Like a Stone - Audioslave


Graças ao meu irmão, fui virando fã de algumas bandas de e sub-gêneros do rock nos últimos três anos, e um deles é o grunge. Além de ser o estilo de uma das minhas bandas favoritas, Pearl Jam, o grunge me permitiu conhecer uma das vozes mais potentes do rock, a de Chris Cornell. Infelizmente, no dia 18 de maio de 2017, ele acabou cometendo suicídio, mas seu legado jamais será esquecido entre aqueles que o admiravam, como pessoa e como artista. Quando li a notícia de sua morte, no intervalo do colégio, senti que havia perdido um amigo, mesmo não conhecendo tanto de seu trabalho como músico, e partir desse dia, passei a ouvir Soundgarden e Audioslave, suas duas bandas, incessantemente. Essa é uma das minhas músicas favoritas, das quais dá pra sentir toda a emoção que o vocalista depositava ao cantar.

3. Same To You - The Vamps


Se teve uma coisa boa que aconteceu comigo em 2017, essa coisa foi ir a vários shows de artistas que eu curto muito! O show do The Vamps, por exemplo, tem uma história meio maluca: acabei ganhando os ingressos pelo Twitter, poucos dias antes do show! Foi uma experiência incrível, não só por tê-los visto ao vivo, mas também por ter me apaixonado pela banda de abertura, os meninos do New Hope Club. A música Same To You virou meu vício logo depois do show!

4. Liability - Lorde


O Melodrama foi um dos meus álbuns favoritos de 2017, e isso se deve, principalmente, ao fato de a Lorde ter escrito sobre diversos sentimentos que também habitam em mim. O álbum como um todo é uma experiência e uma reflexão sobre a juventude de hoje em dia, e Liability é uma música que descreve bem o lado mais amargo de ser jovem. Afinal, quem nunca se sentiu um desastre, um fardo para alguém?

5. I Still Haven't Found What I'm Looking For - U2


Essa música me traz tantas lembranças boas! O U2 é uma das bandas de que mais tenho memórias de ter ouvido na infância. Quando foi anunciado a passagem da banda no Brasil, com a turnê que comemorava os 30 anos do lançamento do álbum The Joshua Tree, eu surtei, mas como o preço dos ingressos estava muito alto, acabei desistindo. Pois bem, na semana do show, acabei ganhando ingressos para vê-los ao vivo, e nunca vou ser capaz de descrever, de maneira apropriada, a emoção que foi ouvir essa música - e tantas outras - ao vivo. Ainda planejo escrever um post só sobre esse dia!

6. Eraser - Ed Sheeran


Quando lembro que 2017 foi o ano em que fui ao show do Ed Sheeran, mal consigo acreditar. A sensação de ver um dos meus cantores favoritos cantar, ao vivo, as músicas que me fizeram ficar apaixonada pelo seu trabalho é algo indescritível. Eraser foi uma das músicas do Divide que mais gostei - e a mais ouvida do meu Spotify!

7. Catch Fire - 5 Seconds of Summer


Uma lembrança feliz de uma banda que eu redescobri no ano passado e que me faz muito muito bem!

8. Mar Fechado - Selvagens À Procura de Lei


A única música nacional dessa playlist tinha que ser de uma das minhas bandas favoritas, né? Em setembro, fui ao show do Selvagens À Procura de Lei no SESC Belenzinho e foi uma noite maravilhosa! Vê-los de pertinho e poder cantar várias músicas favoritas (Mar Fechado é uma delas) foi muito bom!

9. Edge of Seventeen - Stevie Nicks


Essa música da minha playlist de 17 anos marca minhas descobertas musicais - ainda que poucas - do ano passado, a viagem no meu aniversário e muitas mudanças e situações pelas quais passei em 2017. Virou uma das minhas favoritas!

10. Creature Confort - Arcade Fire


A banda e essa música já apareceram em posts aqui no blog, mas achei injusto deixá-los de lado. É tão bom se (re)apaixonar por uma banda e sentir que ela realmente torna os seus dias mais felizes!

Essa foram as principais músicas do meu 2017. Espero muito que 2018 traga consigo diversos álbuns, músicas e shows, e que a minha - e a sua - trilha sonora seja ainda mais incrível! Até o próximo post, pessoal!


10/01/2018

Querido 2018


O ano de 2018 chegou faz alguns dias, e eu não poderia estar mais feliz. Sou daquelas que ama o Ano-Novo pela atmosfera que se instala em mim e nas pessoas ao meu redor; aquela faísca que pode representar mudanças, decisões e quebra de importantes barreiras. Embora eu esteja criando cada vez mais consciência de que o ano novo é a gente que faz, é sempre bom ter um empurrãozinho para começar os próximos 365 dias de coração e mente abertos. 

2017 foi, particularmente, um ano incrível pra mim. Pude viajar no meu aniversário, conhecer um ponto de São Paulo em que eu nunca havia ido (o Theatro Municipal), fazer um tratamento dermatológico que me trouxe grandes resultados, entre tantas outras coisas maravilhosas e inesperadas. Minha lista de shows aumentou, assim como a de idas ao cinema; tive mais certeza do que queria fazer na faculdade, e consegui passar em duas particulares ocupando ótimas colocações. 

Quando 2017 chegou, vi muitas pessoas dizendo que esse seria o ano do encerramento de ciclos, e senti na pele a dor das despedidas e a sensação de dever cumprido. Me formei no Ensino Médio, e agora sou oficialmente, também, Técnica em Multimídia. Finalizei meu estágio e não peguei nenhuma recuperação durante os meus anos de colégio. Infelizmente, também encerrei amizades, mas sei que as lembranças boas que ficaram comigo irão preencher o meu coração e a minha memória ao longo da minha vida. 

Descobri um método de organização novo, que estou colocando em prática; não li os livros da minha estante, mas pude assistir e maratonar diversas séries. Reencontrei pessoas que já fizeram parte do meu caminho, e hoje sei que eles sempre continuaram ao meu lado, de alguma maneira. Aliás, (re)descobri amigos que eu nem fazia ideia que tinha, e nunca serei capaz de expressar apropriadamente minha gratidão por tê-los ao meu lado. 

2017 me deixou, ainda, diversos aprendizados, seja por minhas ações ou de outros ao meu redor. Claro, não vou dizer que os aprendi completamente, mas estou em um processo diário de aplicá-los em minha vida. Estou, aos poucos, percebendo que tentar levar a vida mirando a perfeição é algo frustrante e autodestrutivo; o importante é vibrar com os acertos, reconhecer os erros e procurar ser uma pessoa melhor do que aquela que fui ontem. 

E quando a contagem regressiva se encerrou, na virada do dia 31 de Dezembro, eu pude olhar ao meu redor e sentir que as portas fechadas ao longo daquele ano representarão grandes e novas oportunidades nesse ano que acabou de chegar. Talvez, escrevendo esse texto, eu esteja virando a última página de 2017 – ainda que tardiamente – para entregar-me de corpo e alma ao que pode – e será – o melhor ano da minha vida até agora.

Fonte: Pinterest

Porque, para que o ano seja incrível, basta apenas eu querer. 

Pode vir, 2018. Que eu te faça um conjunto de experiências lindas, aprendizados ricos e oportunidades memoráveis.